Concurso Nacional de Leitura - Fase distrital

Concurso Nacional de leitura - Fase distrital

Terça-feira, 16 de abril de 2013

Foi na terça-feira, dia 16 de abril que os três representantes da Escola Básica de Mafra se deslocaram à torre do Tombo, em Lisboa, para representarem a nossa escola na fase distrital do Concurso Nacional de Leitura. Fizemos uma alegre deslocação em transportes públicos, juntamente com os representantes da Escola Básica da Venda do Pinheiro. Foi muito boa a experiência, apesar de termos ficado por aqui e não termos conseguido passar à fase ncaional. Valeu!

Obras a concurso

Terça-feira, 12 de março de 2013

 

Autor: Ian McEwan
Editor: Gradiva
Data: 2007 (4.ª ed.)
N.º de Páginas: 115


Como seria estar dentro do corpo de um gato, apanhar um ladrão em flagrante, desmascarar o rufião da escola ou tornar a família invisível? Peter Fortune é um rapaz de dez anos que pensa nestas coisas e vive algures entre a fantasia e a realidade. Mas os adultos não o compreendem nem imaginam as coisas fantásticas que lhe passam pela cabeça e, por isso, os seus sonhos só lhe trazem problemas.
Contando estas histórias admiráveis, Peter abre finalmente as portas do seu mundo secreto e fascinante. E convida-nos a entrar nele…
O Sonhador é a primeira obra de Ian McEwan no domínio da literatura juvenil, mas agradará igualmente a jovens e adultos. As histórias extraordinárias que compõem o livro celebram a imaginação humana, e as ilustrações de Anthony Browne, artista várias vezes premiado, permanecerão também na memória dos leitores muito depois de terminada a leitura.

 

Autor: Gonçalo Cadilhe
Editor: Oficina do livro
Data: 2007 (3.ª ed.)
N.º de Páginas: 201

África Acima recolhe crónicas semanais que Gonçalo Cadilhe foi escrevendo e publicando no jornal Expresso ao longo de vários meses.
Como é seu hábito, Gonçalo Cadilhe recusou o transporte aéreo. Em autocarros e comboios, em balsas e bicicletas de ocasião, à boleia em camiões ou a pé com a mochila às costas, o viajante atravessou África desde o cabo da Boa Esperança, no extremo Sul, até ao Estreito de Gibraltar, no extremo Norte.
Oito meses, quinze países, 27 000 quilómetros e 50 000 palavras resultaram num livro sincero e deslumbrado, em que as amizades, o humor, a tolerância e a humildade conseguem vencer a miséria, a corrupção, as estradas desfeitas e o calor brutal de uma viagem épica por um continente impressionante. Na sua mais recente viagem, Gonçalo Cadilhe redescobre a magia e os mistérios de uma África que continua a fascinar os grandes viajantes.

África acima de Gonçalo Cadilhe

Leituras

"Nas suas deslocações, confluem então os papéis de cronista-escritor-viajante-jornalista, num registo poroso e fluído que tão bem caracteriza a escrita de viagem. Atente-se nas palavras do autor: “O que me preocupava era escrever bem, semana após semana. Captar o leitor, conquistar o espaço do Expresso, dar uma dimensão literária à minha volta ao mundo. O objectivo final, para mim, não era terminar a viagem – era editá-la em livro. Só agora chego, por fim a casa” (Cadilhe, 2007:9). Esta dimensão de que fala Cadilhe pode ser entendida como uma prática de escrita sobre a viagem levada a cabo por um sujeito autoral inserido num contexto multicultural e multidisciplinar que corporiza a condição dohomo viator eivado de um propósito estético e ontológico. Deste modo, o autor consubstancia uma escrita de viagem formatada num registo jornalístico, em partilha com um leitorado multifacetado que viaja pelas páginas dos seus livros, construídos a partir de “uma antologia pessoal escolhida entre centenas de reportagens” (Cadilhe, 2006:12). 

Neste sentido, a consolidação da imagem do escritor decorre também da qualidade das obras/autores convocados. Assim, de entre uma vastíssima constelação de escritores que compõem a sua biblioteca mental, destacam-se algumas figuras recortadas de um painel polimórfico e polifónico que o ajudaram a viajar melhor pelo mundo, permitindo um profundo diálogo inter e transtextual. Assim, Il Maiale ed il Grataciello de Marco d’Eramo, lido nos Estados Unidos, na Bolívia Las Venas Abertas de América Latina de Eduardo Galeano, na Indonésia Among the Believers de V.S. Naipaul, na Índia,Vislumbres da Índia de Octavio Paz  e Uma Ideia da Índia de Alberto Moravia, no Irão, In Search of Zarathustra, de Paul Kriwazeck, destacam-se como alguns dos exemplos citados pelo escritor-viajante, revelando a presença de um filão autobiográfico que atravessa o corpo narrativo da viagem efetivamente acontecida e da viagem textual. 

Se é certo que a viagem pode realizar-se sob os mais variados processos, para Cadilhe o avião surge como o último recurso, privilegiando a caminhada como o meio de deslocação por excelência, o qual, a par da solidão, da bagagem que transporta, do alojamento que elege e dos encontros com o Outro, possibilita um melhor cruzamento de fronteiras e uma conquista no espaço editorial. Na verdade, a experiência viática cadilhiana não se confina à simples deslocação pelas paisagens humanas e geográficas, emerge como um jogo de espelhos em que o Eu e o Outro se entreolham de muito perto, propiciando viagens/deslocações outras e contribuindo para a instauração de uma poética do género numa conformação transnacional."

Saber mais em: Instituto de literatura comparada Margarida Losa

 

Pois bem, Gonçalo Cadilhe descreve a sua jornada de oito meses por quinze países africanos, estendidos ao longo de 27 000 quilómetros. O autor de «África Acima» decidiu seguir o provérbio português que diz «à terra onde fores ter, faz como vires fazer» e recusar aviões e outros meios de transporte mais raros por aquelas paragens para se deslocar de bicicleta, a pé (de mochila às costas), de autocarro (em nada semelhante ao comum dos nossos…), de comboio, de jangada ou à boleia em camiões.

Independentemente do veículo (ou da falta dele), a maioria dos percursos foi feita, invariavelmente, por estradas que só se apelidam assim com uma extrema boa vontade, dado o seu estado. Em muitos casos, os buracos têm um bocadinho de estrada, noutros nem tanto. Seja como for, ao longo das 234 páginas deste livro, o que o leitor vai encontrar não comporta lamentações nem uma exposição pormenorizada de cada padecimento, mas um relato de como a amizade, o humor, a tolerância e a humildade são passíveis de debelar a miséria, a corrupção, os caminhos desfeitos e o calor abrasador.

Saber mais em:  Rua direita
 

 

conhecer o Outro é uma tarefa inesgotável para o Eu que empreende este propósito, pois este processo passa pela competência de ver, apreender e compreender uma paisagem humana individual ou colectiva, na sua singularidade. Contudo, o acto de observar não equivale a um conhecimento absoluto, mas à interpretação que o Eu realiza sobre o Outro, melhor dizendo, à construção imagética elaborada pelo Eu observador. 

Saber mais em: Gonçalo Cadilhe e a outra face do mundo

 

O Sonhador de Ian McEwan

Leituras

É um Romancista, contista e roteirista, é considerado um dos grandes nomes da ficção britânica contemporânea. É conhecido pela inventividade com as palavras e pelo gosto de usar a mecânica dos thrillers como crítica social. Ao longo de sua carreira foi indicado diversas vezes para receber o Booker Prize, o mais prestigiado prémio literário britânico, o que veio a ocorrer em 1998 com o livro Amsterdam (Rocco, 1999). Publicou mais de uma dúzia de livros, boa parte deles traduzidos para o português, como por exemplo: A criança no tempo (em 1998); O sonhador (em 1999); Amor para sempre (em 1999), entre outros. Além de romances e contos também faz guiões para filmes.

    Em O Sonhador  o herói é Peter; um rapaz de 10anos cujo nome é Peter. Este rapaz sonha muito, não apenas enquanto dorme, também acordado, qualquer coisa lhe da imaginação suficiente para arranjar sarilhos. Peter era apenas um miúdo como todos os outros, mas que ninguém entendia o facto de  sonhar como se fosse realidade. Falarei de capítulo a capítulo, como forma de ficarem a conhecer melhor este livro.
     No 1ºcapítulo, Peter imagina-se a lutar com as bonecas, 'feias' como ele as chamava, as bonecas eram da sua irmã, e Peter foi apanhado pela irmã a brincar com elas, quando Peter pensava que estava a ser atacado.
No 2ºcapítulo, Peter imagina-se a sair do seu corpo e a entrar no corpo do seu gato. Peter imagina-se portanto a trocar de corpo com o seu gato e a  lutar por território de jardim com outros gatos.
    No 3º Capítulo,  ele imagina-se a descobrir, na gaveta de sua casa, um creme de desaparecer, pensando ser verdade. Os seus pais e sua irmã estavam a apanhar sol no jardim quando Peter, contente pela sua descoberta, passa esse mesmo creme pelos seus pais, e pela sua irmã. Acabando por serem eles a desaparecer.  Peter, pensando   que  está sozinho para sempre, arruma a casa, deitando ao lixo tudo aquilo de que não gostava o que lhe acabou por trazer bastantes sarilhos.
No 4ºcapítulo, onde o que aconteceu não foi um sonho, trata-se da altura em que Peter decide confrontar o rufião da escola, humilhando-o perante toda a escola quando esse mesmo rufião tentou roubar a maçã de Peter, no fim Peter torna-se amigo do rufião depois daquela tal humilhação.
No 5º Capítulo, o bairro de Peter estava sobre uma vaga de  assaltos e ele decidiu que quando esse ladrão fosse a sua casa, ele mesmo se encarregaria de o apanhar em flagrante. Descobriu que a assaltante era a sua vizinha, velha e má, que fingiu  ter sofrido um assalto para não levantar suspeitas.
     No 6º Capítulo, a tia de Peter teve de ir passar uns tempos a sua casa e levou o seu querido bebé.  Peter não se dava bem com o bebé,  já a sua irmã  Kate o adorava. Kate estava numa dessas tardes a brincar aos mágicos e acabou por provocar com a sua magia uma troca de corpo, entre Peter e o bebé, de modo a   entender o que o bebé pretendia. Acabou abraçando o bebé.
    No último capítulo, mas não menos importante,   Peter sente uma atracção por uma rapariga irmã de um seu amigo. Nas férias eles estão sempre juntos, o que contribuiu para essa atracção. Peter  um dia acorda adulto, e beija-a. No dia seguinte tem de novo com 10 anos.  Ele lembra-se do beijo, mas quando olha para ela, ela apenas sorri. E assim, com um final  indeterminado, acaba este conto.   

Ler mais em: (cerc)ARTE

 

O hiper-realismo fantástico de Anthony Browne, cujas imagens ambíguas nos situam quase sempre em cenários inquietantes, parece constituir o estilo de ilustração ideal para a narrativa de Ian McEwan, também ela percorrida pela consciência de uma impossibilidade: a existência de uma fronteira estável entre realidade e sonho. Bastaria ter sido esta a primeira vez que surgiram editadas, em Portugal, imagens do celebrado ilustrador inglês (prémio Hans Christian Andersen há alguns anos) para que O Sonhador (Lisboa: Gradiva, 1995; reed. 2007) merecesse destaque.

Ler mais em: A inocência recompensada